Yellow


Vivendo “entre” muitas, mas muitas aspas.
Abril 22, 2008, 1:22 am
Arquivado em: Baboseiras e blá blá blás. | Tags: , ,

É impossivel exigir que as pessoas tenham as mesmas atitudes que as suas.
Mas isso não impede que eu me decepcione.

Tem coisas que, pra mim, parecem ser bem claras. Pra tudo existem regras a serem seguidas, coisas que nós seguimos desde sempre, desde criança, tipo não deixar ninguem falar mau da sua família, só nós podemos fazer isso, ou então, nunca pegar algo sem a permissão do dono, sempre apoiar as pessoas que você ama e etc. Por mais que a gente queira violar essas regras, a gente não pode, mesmo quando a gente acha imbecil, o fato é que tem regras que nunca podem ser quebradas, e você deve assimilar, compreender, aceitar e digerir muito bem, porque pior do que violar as regras é você fingir que está seguindo-as.

Um bom exemplo são aqueles “amigos” aqueles que estão com você “para o que der e vier”, esses que são sempre amáveis, dóceis e amigáveis, humm, esses meeeesmos, são aqueles que jamais te perdoariam se você traísse a tão “dedicada confiança” deles. Mas são incapazes – digo incapazes, com toda veracidade do significado da palavra incapacidade -  de enxergar o que fazem para se manterem no topo da sua falsa sociabilidade e no desejo de serem sempre os “objetos de desejo”, não medem esforços, nem cabeças pelas quais terão que pisar para se manterem sempre “limpos” e “intactos” de seu sempre e tão perfeito “modo de viver”.

E eu, tenho que conviver com esse mundo de falsidade.
Com esse repúdio dentro de mim.
Eu sei, ninguém é perfeito, todo mundo tem seus defeitos, eu tenho uma infinidade deles, que jamais caberiam aqui, porém algum deles eu tenho muito orgulho em não tê-los.
Não sei fingir, não sei mentir, se me faz mau, eu não necessariamente externo, mas deixo explícito.
Se não falo, não é porque você me intimida, ao contrário, é porque não merece me ouvir e porque jamais entenderia, a sua razão de existência é infinitamente diferente da minha, suas necessidades, o que você considera importante, é o que eu classifico como inútil.
Eu realmente tentei, de coração, aceitar os seus piores defeitos, porque algumas de suas qualidades são verdadeiramente incríveis, perdoei aqui dentro de mim coisas que eu entedi como ingênuas e pré-julgadas duramente por mim, eu quis acreditar e sinceramente não acho que de tudo só haja mau, mas faltou o principal.

“Sabe, por você, eu faria tudo diferente.
Eu seria rude, seria chata (mais), esbravejaria, mostraria pra ele que se ele te faz mau, então tb me faz, mostraria que se ele ainda te machuca, tb me machuca.
Por você, eu sequer o trataria da mesma forma, e sabe por quê? Porque eu veria e sentiria a SUA dor, compraria a sua briga, bateria, manteria a mesma distância que você mantivesse.
Por quê? Poque eu respeitaria a sua dor.
Eu te respeitaria.
Eu enxergaria com clareza tudo o que você não quer mostrar, enfrentaria com você, mesmo que calada, mesmo que você não me falasse absolutamente nenhuma palavra, mas eu estaria te apoiando, ao invés de aumentar ainda mais a sua dor.
Por você, eu fiz coisas muito maiores, não querendo ser dura, nem jogar nada na cara, mas eu esperava um pouco mais, esperava que eu e ele, fossemos tratados com a devida diferença, isso mesmo com diferença, a diferença pela qual me torna a amiga, aquela que nunca escolheu tempo pra ouvir todo e qualquer desabafo. Eu merecia um pouco mais e não receber desculpas, como, a de que ele também é seu amigo.
Amigo?
Amigo pra mim tem significado mais amplo, defino com um pouco mais de propriedade, do que convivência diária.”

Queria me afastar de todos vocês.
Quero tirar cada um de dentro de mim.

E sejam felizes.


1 Comentário até o momento
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é tão difícil encarar essa realidade todos os dias, né? e não poder lutar contra, só aceitar resignada a espera do fim.

essa realidade que nos consome, ainda vai acabar por nos matar.

Comentário por thaís




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