Arquivado em: Corinthians Minha Vida.
Pode falar o que quiser, classificar isso como quiser, chatice, maloqueiragem, um bando de desocupado, subterfúgio a realidade, violento…
…eu custumo chamar de Felicidade, plena!
Em qualquer lugar você é só mais um,
mais um em uma arquibancada qualquer,
de um time qualquer.
Aqui você faz parte do show,
não é pra qualquer esse privilégio.
Eis, o bando de loucos…
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Não tem o que falar?… fique em silêncio.
Não tem o vestir?… fique de pijama.
Não tem pra onde ir?… fique em casa.
Não tem niguém?… fique só.
Não tem o que comer?… roube.
Seja simples, mas seja esperto.
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1 mês e 30 dias e tudo de novo.
Não sabia bem como que seria, sei lá, já deveria estar acostumada, mas voltar ao mundo real sempre é difícil, rotinas cansativas, risadas perdidas, uma falsa paz, uma harmonia tão patética.
É sempre difícil, mas eu to me acostumando a tudo isso…falta pouco pra acabar, eu sei. Mas dói também pensar que não vai sobrar nada lá pra frente. Uma pena.
Deu pra discontrair, um cumprimento frio, não quis abraçar, não quis me prolongar naquilo, ao redor todo mundo são os mesmo, as conversas, as novidades, as risadas, foi bom ver eles depois desse tempo. Mas nem tudo é mais como antes, eu não sei, não consigo, não consegui falar diretamente, mas foi inevitável, não faço porque quero, apenas não sei lidar com essa situação, nunca vou saber.
Mas só me dei conta quando eu voltei.
Mesmo depois de uma despedida já mais normal, não sinto mais vontade de ter aquele abraço.
Percebi, não olhei em seus olhos, nenhuma vez. Nenhuma.
Muito estranho isso, nunca me senti tão longe de alguém que estava ao meu lado.
Era como se ele não existisse.
Seria algo a se comemorar depois de tudo que eu passei,
mas eu não gostei.
Ele esteve invisível pra mim…e ainda não é o que eu quero.
Não quero tratar ninguém com mais carinho e muito menos com indiferença, ele tem que ser igual ao que todos são.
Acho que eu também devo isso.
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Que saudade de quem eu era.
Que saudade daqueles atos inconsequentes,
daqueles sentimentos,
saudade da família toda reunida,
e a gente nem se dava conta do qnto isso era maravilhoso.
das brigas,
da cumplicidade,
dos sonhos de cada um,
das músicas favoritas,
cara, eu era feliz.
sabe qnta coisa eu perdi?
sabe o qnto eu venho perdendo?
eu qro a minha vida de volta,
qro as minhas risadas sem preocupações,
não qro pensar no futuro,
qro vivê-lo.
qro ser lembrada por alguma caracteristica realmente boa,
ser motivo de um sorriso,
de um pensamento leve,
de uma lembrança feliz.
os dias estão passando, rápido demais.
rápido o bastante pra me castigar, lento o suficiente pra me fazer sentir falta de quem eu amo.
com vcs eu fui verdadeiramente feliz.
Família, são aquelas pessoas que Deus escollhe pra te aguentar pra sempre.
Amigos, vizinhos, colegas, namorados, eles podem te trocar, te esquecer, simplesmente te deixam e seguem sem peso.
Mas a família, ah eles não, eles te ama incondicionalmente, mesmo que vc brigue, xingue, maltrate, eles te ama pq um dia eles te viram crescer, te conheceram na sua verdadeira essência, não aquilo no que a vida te transformou. Te amam porque te conhecem, sabe do que você pode, do que é capaz, que por mais burradas que faça, por mais que vc os magoem, eles irão te perdoar, pq vc nada mais é do que um pedaço de cada um deles, um pouco dos seus erros também são de certa forma “culpa” deles, e cada qualidade brilhante, também é “culpa” deles, são todos um só.
Eu amo infinitamente esses seres que Deus obrigatoriamente deu a função de me aguentarem para sempre. Não poderiam ser melhores.
Um me faz me sentir extremamente importante,
O outro me tira esse poder, me mostrando a vida de verdade, me ensinando a ser forte,
Outro é exatamente aquilo que eu não tenho coragem, nem a felicidade de ter e viver, me realiza nos seus próprios atos,
O último é muito parecido comigo, amo sua personalidade, seu jeito de levar a vida, me dá a confiança que eu preciso, não me deixa ser inferior a ninguém, mas sabe como não me deixar nem um milímetro acima de ninguém, não me deixa perder algo especial, humildade.
sou um pouquinho de cada um, nas melhores qualidades e nos piores defeitos.
Amo vocês,
minha família,
meu equilíbrio.
Talvez, minha única razão de existência,
Talvez por isso eu esteja sofrendo tanto.
Saudades da gente.
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Muitos posts offs depois…
…achei que esse podia vir à tona.
Momentos de ansiedade.
Tantas coisas acontecendo.
E nada ao mesmo tempo.
Tantas expectativas,
não é muito justo esse mundo.
Mas eu ainda tenho uma cama pra dormir.
Eu me pergunto se eu mereço tantas coisas ruíns?
Quanta dificuldade em arrumar um emprego, um estágio.
Notas não tão boas.
Ninguém mais me fez sentir borboletas depois dele.
Mas eu ainda tenho uma faculdade.
Dinheiro para meus pequenos luxos.
Amor próprio.
Me sinto culpada por querer cobrar algo da vida.
Ela não é uma das mais cobiçadas.
Mas também está longe de ser ruim, muuuuito longe.
como já diz o poeta Alexandre,
“Há mil formas para sorrir, só uma para ser feliz”
é, eu acredito.
sem perder a força nos dreadlocks
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Sabe, ninguém gosta muito de mim.
Sei lá porque.
Eu sei que eu tenho uma personalidade bem forte, mas e daí?
Eu gosto disso. Gosto de não ser senso comum, de ideologias, de opiniões.
Descobri que não importa o que eu faça, existem certas barreiras que nunca consiguirei transpor.
Existem algumas delimitações que eu demorei muito a enxergar, talvez não quisesse crer. Mas sempre estarão me separando do resto das pessoas.
Você pode ser o que quiser,
desde que não seja aquilo que as pessoas não querem que você seja.
Entende?!
Eu achei que quando eu tivesse 21 anos as coisas fossem absolutamente diferentes.
Não me acostumo com a idéia de crescer.
Na verdade a gente tem que viver para agradar pessoas nas quais nunca prestarão atenção na gente,
temos que estudar para orgulhar nossos pais,
temos que escolher uma profissão que nos dê dinheiro,
temos que ganhar dinheiro para comprar coisas que nos farão mais, ou menos, importantes do que outras pessoas.
temos que abandonar nossos sonhos de criança para sonhar com nosso consumismo velado,
temos que ter medo das pessoas mais pobres,
temos que fechar os vidros nos faróis,
temos que fingir que não temos a ver com a miséria dos outros,
temos que ensinar nossos filhos a serem galinhas,
temos que ensinar nossas filhas a serem puras,
temos que arrumar um emprego que dê inveja nas pessoas,
temos que viver para outras pessoas, ser o que não somos, e todo mundo acha isso normal.
Quanto menos você ser aquilo que você sonhou pra si, mais bem visto você será.
Esqueça aqueles sonhos de ser professora, - (Que isso, e ganhar uma miséria, dando aula pra favelado? Magina)
de ser veterinária, – (Desde quando cuidar de bicho dá dinheiro se nem médico tá ganhando)
de ser bailarina, - (Bailarina? Ah, faça me o favor, nunca vi isso ser profissão)
de astronauta, - (vê se pode, astronauta)
“A sua vida é pequena demais para passar por ela tentando ser feliz.
Portanto, vá ganhar dinheiro.
A felicidade está naquilo em que se pode comprar.
Dinheiro e Poder são tudo nesse lugarzinho chamado Terra.”
E na boa,
eu não quero essas coisas pra mim.
Só quero poder sentar na areia e ver o sol se pôr.
Tem coisas que valem muito mais do que o seu dinheiro.
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Sabe aqueles dias em que você se pergunta, Porque EU?!
então…
Hoje o dia tava lindo, sol, ventinho, almoço gostoso, trabalho pronto, pica pau na Tv, sobrinha dormindo.
Depois café da tarde, banho, música, trocar de roupa, chuva, faculdade.
Ai começa a conspiração contra mim (mas justo contra mim? Pq?), Chuva forte, espera, guarda-chuva pequeno, e ainda na espera, chuva mais forte ainda, vento e muita água em mim, e mais espera, caem todas as folhas da minha mão (toooodas), ali no chão, lavadas, sujas, recolho, e mais chuva, mais molhada, e fim da espera, entro no carro, pingando, enxarcada, fecho a porta, arrumo o que sobrou das folhas, pés e meias ensopados, tiro as meias, vou pegar minha blusa, e ela está presa na porta do carro, sim, a manga ficou pra fora, mais água, mais molhada. Tudo contra mim.
Qualquer um xingaria, jogaria as folhas no lixo, perguntaria a São Pedro “Porque essa chuva?”, ficaria bravo com Deus, reclamaria dessa injustiça…
…E sabe o que é mais engraçado?
Eu to feliz.
“Where do we go nobody knows
I’ve gotta’ say I’m on my way down
God give me style and give me grace
God put a smile upon my face“
É impossivel exigir que as pessoas tenham as mesmas atitudes que as suas.
Mas isso não impede que eu me decepcione.
Tem coisas que, pra mim, parecem ser bem claras. Pra tudo existem regras a serem seguidas, coisas que nós seguimos desde sempre, desde criança, tipo não deixar ninguem falar mau da sua família, só nós podemos fazer isso, ou então, nunca pegar algo sem a permissão do dono, sempre apoiar as pessoas que você ama e etc. Por mais que a gente queira violar essas regras, a gente não pode, mesmo quando a gente acha imbecil, o fato é que tem regras que nunca podem ser quebradas, e você deve assimilar, compreender, aceitar e digerir muito bem, porque pior do que violar as regras é você fingir que está seguindo-as.
Um bom exemplo são aqueles “amigos” aqueles que estão com você “para o que der e vier”, esses que são sempre amáveis, dóceis e amigáveis, humm, esses meeeesmos, são aqueles que jamais te perdoariam se você traísse a tão “dedicada confiança” deles. Mas são incapazes – digo incapazes, com toda veracidade do significado da palavra incapacidade - de enxergar o que fazem para se manterem no topo da sua falsa sociabilidade e no desejo de serem sempre os “objetos de desejo”, não medem esforços, nem cabeças pelas quais terão que pisar para se manterem sempre “limpos” e “intactos” de seu sempre e tão perfeito “modo de viver”.
E eu, tenho que conviver com esse mundo de falsidade.
Com esse repúdio dentro de mim.
Eu sei, ninguém é perfeito, todo mundo tem seus defeitos, eu tenho uma infinidade deles, que jamais caberiam aqui, porém algum deles eu tenho muito orgulho em não tê-los.
Não sei fingir, não sei mentir, se me faz mau, eu não necessariamente externo, mas deixo explícito.
Se não falo, não é porque você me intimida, ao contrário, é porque não merece me ouvir e porque jamais entenderia, a sua razão de existência é infinitamente diferente da minha, suas necessidades, o que você considera importante, é o que eu classifico como inútil.
Eu realmente tentei, de coração, aceitar os seus piores defeitos, porque algumas de suas qualidades são verdadeiramente incríveis, perdoei aqui dentro de mim coisas que eu entedi como ingênuas e pré-julgadas duramente por mim, eu quis acreditar e sinceramente não acho que de tudo só haja mau, mas faltou o principal.
“Sabe, por você, eu faria tudo diferente.
Eu seria rude, seria chata (mais), esbravejaria, mostraria pra ele que se ele te faz mau, então tb me faz, mostraria que se ele ainda te machuca, tb me machuca.
Por você, eu sequer o trataria da mesma forma, e sabe por quê? Porque eu veria e sentiria a SUA dor, compraria a sua briga, bateria, manteria a mesma distância que você mantivesse.
Por quê? Poque eu respeitaria a sua dor.
Eu te respeitaria.
Eu enxergaria com clareza tudo o que você não quer mostrar, enfrentaria com você, mesmo que calada, mesmo que você não me falasse absolutamente nenhuma palavra, mas eu estaria te apoiando, ao invés de aumentar ainda mais a sua dor.
Por você, eu fiz coisas muito maiores, não querendo ser dura, nem jogar nada na cara, mas eu esperava um pouco mais, esperava que eu e ele, fossemos tratados com a devida diferença, isso mesmo com diferença, a diferença pela qual me torna a amiga, aquela que nunca escolheu tempo pra ouvir todo e qualquer desabafo. Eu merecia um pouco mais e não receber desculpas, como, a de que ele também é seu amigo.
Amigo?
Amigo pra mim tem significado mais amplo, defino com um pouco mais de propriedade, do que convivência diária.”
Queria me afastar de todos vocês.
Quero tirar cada um de dentro de mim.
E sejam felizes.
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Se eu pudesse começar de novo?
Será que ia mudar alguma coisa? Será que eu teria feito diferente?
As vezes eu páro pra pensar nessas bobagens.
E concluo: quantas merdas eu já fiz.
Ao mesmo tempo, me dá um certo medo. Medo da vida passar. Medo que ela acabe rápido demais sem eu nem perceber.
Tenho muito medo, muito mesmo.
Mas não é medo de morrer, é medo de não ter o que sonhar, medo de não ter planos, medo de não ter uma razão para viver. São esses que mais me assustam.
Medo de não estar sabendo aproveitar esse presente que Deus criou só pra mim. Me faz um bem louco, pensar que Deus, em um determinado momento planejou a MINHA vida, que ele escolheu a minha família, meus irmãos, primos, e penso que eu posso estar decepcionando muito Ele, acho que não sou bem aquilo que Ele queria que eu fosse.
E o pior é que eu sei que eu poderia ser um pouco mais.
Porque a gente não vomita ódio?
Seria bem mais fácil, eu teria menos pecados e não precisaria de um blog.
Acho meio idiota a idéia de ter um blog.
Mas eu, como idiota sou, resolvi ter um também.
É melhor e mais barato do que pagar um terapeuta, não é?
- A priori, não pensem mal de mim. Meu texto está meio confuso, minhas explicações são subjetivas, insanas, e sou exarcebadamente repetitiva, mas é que não fácil ser direta assim logo de primeira -
Pensei em milhares de nomes para o blog, todas as frases do Neruda, Clarice Lispector, todas as letras do Natiruts, U2 e enfim COLDPLAY. Por que Yellow?
Podem chamar eles de melancólicos, depressivos, sentimentais em demasia, mas e daí?! É por isso mesmo que eu gosto. Gosto desse excesso, do excesso de romantismo, de tristeza, de loucura. Fica mais intenso, surreal e até um pouco mentiroso, assim como todo mundo é.
Yellow por si só não tem importância, o que ela traz e representa pra mim, isso sim tem muita importância.
No início foi a descoberta de um novo mundo, foi um impulso de coisas novas, crescimento, formas, linguagens, pessoas, tudo era novo e se tornou pra mim, a fase “Yellow”.
Depois foi aonde eu construia meus sonhos mais inocentes, era em “Yellow” e com “Yellow” que eu desejava viver todos aqueles devaneios que toda menina mais quer.
Com “Yellow” eu recebi carinhos . A parte de “Yellow” mais feliz.
A sensação da normalidade, de ser comum, até então, por mim desconhecida, foi perfeito. Coisas bobas fizeram essa parte de Yellow tão fisíca e afetiva, como a simplicidade de sentir uma mão na sua, um sms, as chaves e o celular em cima da mesa, um abraço, ver um filme no sofá, o beijo mais completo, não por técnica, mas por tudo o que o envolvia, a recíprocidade, confiança, telefonemas, e-mails, um contexto que fez o novo “Yellow” ser tão marcante. Inesquecível.
Mas ai tem uma outra parte “Yellow” que mostra que nada é perfeito. Que “Yellow” também vai estar lá pra segurar, ou deixar cair as lágrimas. Que seus momentos mais lindos, vividos da mesma forma com a qual você sonhou também desmoronam. Perfeitos foram, mas não serão mais. E isso dói. Dói saber que cada detalhe vai permanecer guardado com um lado só da história, de quem viveu tudo, juntos.
Isso é “Yellow” são e serão mais partes da minha vida, alguns momentos mais deprês e mais sensacionais, eu resumo tudo com YELLOW, porque as músicas são como as lembranças, nem todas são felizes, nem todas são tristes.
Depende de como você quer enxergar.
Quero guardar comigo mais coisas boas em “Yellow”.
“Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do,
Yeah, they were all yellow.”

